Nesta nova edição da exposição Monsanto, Paulo Canilhas continua a explorar a densa teia de significados que habita o maior pulmão verde de Lisboa. Entre raízes que se entrelaçam no solo e ramos que buscam a luz, a floresta revela-se como um organismo vivo, resiliente e em constante transformação.
Através de instalações visuais, sonoras, e experiências de realidade virtual, o artista mergulha nas forças ocultas que habitam o bosque, mas também nos resíduos que ali permanecem: vestígios de chumbo e fragmentos de pratos de tiro ao alvo, marcas silenciosas da presença humana e da sua interferência. Nesta dualidade entre cura e cicatriz, a exposição propõe uma reflexão subtil, mas firme, sobre a relação entre natureza e impacto humano.
Monsanto – restos de um jogo esquecido é uma ode à persistência da vida, à sua capacidade de regeneração e à necessidade urgente de escuta e cuidado. Cada obra convida a uma travessia sensorial, onde a poesia da matéria se entrelaça com uma crítica ambiental latente, dando corpo a um espaço onde finitude e renascimento coexistem em equilíbrio tenso, mas fértil.
Inauguração da exposição no dia 18 de maio às 17h na Sala Edison.
Entrada gratuita no dia da inauguração.
Destinatários: Público em geral
Condições de acesso: Participação com o bilhete de entrada no museu.
Adultos: 7,00€/ Seniores: 6,00€ / Crianças: 4,00€ / Bilhete Familiar: 19,00€
Info.: 960 080 044 (chamada para rede móvel nacional); museudamusicamecanica@gmail.com
Org.: Paulo Canilhas e Museu da Música Mecânica

